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Um balão por cada uma das 34 mulheres mortas neste ano

A acção de sensibilização chama-se “Todas/os por (nem mais) uma!” e está integrada na “16 Dias de Activismo contra a Violência de Género”, uma campanha internacional que decorre em 140 países entre  25 de Novembro, Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra as Mulheres, e 10 de Dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Com os balões construir-se-á uma instalação em homenagem às mulheres assassinadas. Só lá para as 16h30, explicou Ilda Afonso, da UMAR, quem ali estiver verá largar um balão por cada uma das mulheres mortas desde o princípio do ano por homens com quem mantinham ou já tinham mantido uma relação de afecto.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/um-balao-por-cada-uma-das-34-mulheres-mortas-neste-ano-1615542

(09.12.2013)

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Tribunais ignoram violência doméstica nas suas decisões

A violência doméstica é ignorada pelos tribunais de família nos divórcios e regulação do poder parental, revela um relatório da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas (APMJ), que denuncia também a deficiente aplicação de medidas de coação aos agressores.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3568490

(04.12.2013)

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12.780 queixas de violência doméstica na PSP e GNR

A PSP e a GNR receberam 12.780 queixas de violência doméstica no primeiro semestre do ano, representando um aumento de 3,7 por cento em relação ao mesmo período de 2012, segundo a Direção-Geral da Administração Interna (DGAI).

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3554644

(28.11.2013)

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Este ano 33 mulheres foram assassinadas em Portugal

O Observatório de Mulheres Assassinadas registou 33 homicídios consumados e 32 tentados desde o início do ano. São mais de três mulheres mortas a cada mês por homens com quem elas mantinham ou já tinham mantido uma relação de afecto.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra as Mulheres, data escolhida também pelo Governo para lançar a nova campanha, que este ano poderá ser replicada em toda a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Oscilam as idades das vítimas, ao que se pode perceber desde que a UMAR criou o Observatório de Mulheres Assassinadas, isto é, pôs uma equipa a passar os jornais nacionais a pente fino em busca de notícias sobre mulheres vítimas de homicídio ou de tentativa de homicídio.

De acordo com o relatório, a que o PÚBLICO teve acesso, nas notícias deste ano é mais expressivo o grupo de vítimas maiores de 50 anos (com 21 mulheres). Dentro dele, pesa mais o grupo formado por maiores de 65 anos (com um total de 14). Entre os suspeitos de homicídio, as idades são mais diversificadas, embora também seja superior a percentagem de homens mais velhos (17).

Algumas notícias aludem às supostas motivações do crime. Grande parte sugere um contexto de violência doméstica já conhecido (28%). Os ciúmes, o sentimento de posse, o não aceitar a separação aparecem em 24% das situações. “A psicopatologia do homicida, os problemas financeiros, o pedido de divórcio, a paixão não correspondida e a compaixão pelo sofrimento da vítima em 15%.”

Ao cruzar “a prevalência do femicídio com a presença de violência doméstica nas relações de conjugalidade ou de intimidade, presente ou passadas, e relações familiares privilegiadas”, concluíram “que 61% das mulheres assassinadas até 20 de Novembro de 2013 foram vítimas de violência nessa relação”. O facto de tal crime ser conhecido de familiares ou vizinhos não as protegeu.

Março foi até agora o mês com maior número de casos (nove). No calendário do sinistro, segue-se Junho (cinco). Na geografia, destaca-se Lisboa (12). Nada de invulgar. Os distritos de Lisboa (82), Porto (48) e Setúbal (34) assumem maior incidência – 164 dos 350 casos registados desde 2004.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/este-ano-ja-morreram-33-mulheres-por-violencia-domestica-1613797

(25.11.2013)

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15,5% das vítimas de violência doméstica são homens

Das mais de 26 mil vítimas de violência doméstica em Portugal que pediram ajuda no ano passado, cerca de 15,5% são homens, segundo números oficiais da Direcção-Geral da Administração Interna, referidos nesta segunda-feira durante a apresentação de um estudo universitário sobre o tema. A psicóloga Andreia Machado, da Universidade do Minho aplicou um inquérito cujos resultados indicam que embora 70% dos inquiridos afirmem ter sido vítimas de um comportamento abusivo nos últimos 12 meses, apenas 9% deles se afirmem vítimas de violência. Ainda existe uma relutância masculina em se admitir ser vítima de violência e o preconceito social é o principal motivo.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/155-das-vitimas-de-violencia-domestica-sao-homens-1613002

(18.11.2013)

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Homem detido em Reguengos de Monsaraz com armas ilegais

Um homem, de 41 anos, foi detido pela GNR, em Reguengos de Monsaraz, por posse ilegal de armas, tendo os militares apreendido um revólver, duas espingardas e várias munições. (…) A operação visou o cumprimento de um mandado de busca à residência do suspeito, no âmbito de um processo judicial de violência doméstica.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=3467591

(09.10.2013)

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Homem detido por violência doméstica no Porto ficou em prisão preventiva

http://www.publico.pt/local/noticia/homem-detido-por-violencia-domestica-no-porto-ficou-em-prisao-preventiva-1607959

(03.10.2013)

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Isto não é o que parece, por Paulo Farinha

O teu namorado de 16 anos não é nervoso, é uma besta

Enviar-te 35 mensagens durante o dia a dizer que te ama e a perguntar onde estás não é uma prova de amor. É uma prova de que ele é um controlador e que, se tu deixas que ele o faça e não pões um travão a tempo, a coisa só vai ter tendência para piorar ainda mais.

Fazer-te perguntas sobre dinheiro não é indício de estar atento aos tempos difíceis em que vivemos, e reflexo de uma educação de poupança. Falar muitas vezes disso indica, isso sim, que um dia ele vai querer controlar o teu dinheiro. Aliás, se dependesse dele, era ele que geria já a tua mesada. Quanto gastas. Quando gastas. Em que gastas. Quando deres por ti, estarás a pedir-lhe autorização para comprar coisas para ti.

Pedir a password do teu e-mail ou da tua conta de Facebook não é sinal de que vocês nada têm a esconder um do outro. Não é sinal de que, entre vocês, tudo é um livro aberto. Mesmo que ele insista em dar-te a password dele. Isso é um sinal de desconfiança permanente. E um passo grande para o fim da tua privacidade. Sabes o que é privacidade,

certo? É uma zona tua, onde mais ninguém entra. A não ser que tu queiras.

Os comentários sobre a roupa que usas

ou o novo corte de cabelo não revelam um ciuminho saudável. Revelam que é ciumento. Ponto. Pouco lhe importa se tu gostas daquele top, daqueles calções ou daquelas calças apertadas. Entre os argumentos usados, talvez ele diga que já não precisas de te vestir assim, porque isso atrai a atenção de outros rapazes e tu já tens namorado. Se não fores capaz de lhe dizer, na altura, que te vestes assim porque te apetece, não para lhe agradar, pensa que este é o mesmo princípio que leva muitas sociedades a obrigar as mulheres a usar burka… Não é exagero. Controlar o que tu vestes é exatamente a mesma coisa.

Perguntar-te a toda a hora quem é que te telefonou ou ver o teu telemóvel, à procura das chamadas feitas e atendidas e das mensagens enviadas e recebidas não é um reflexo de pequeno ciúme. É um sinal de grande insegurança. Faças tu o que fizeres, dês tu as provas de amor que deres (na tua idade, o amor ainda tem muito para rolar, mas tu perceberás isso com o tempo), ele sentirá sempre que é pouco. E vai querer mais, e mais. E tu terás cada vez menos e menos.

Apertar-te o braço com mais força num dia em que se chatearam e lhe passou qualquer coisa má pela cabeça não é um caso isolado e uma coisa que devas minimizar porque ele estava nervoso. Aconteceu daquela vez e é muito, muito, muito provável que volte a acontecer. Um dia ele estará mais nervoso. E a marca no teu braço será maior. E mesmo que ele «nunca tenha encostado um dedo» em ti, a violência psicológica pode ser tão ou mais grave do que a física.

Gostar de ti mas não gostar de estar com os teus amigos não é amor. É controlo. E é errado. O isolamento social é terrível.Continuar a telefonar-te insistentemente depois de tu teres dito que queres acabar a relação, ou encher-te o telemóvel com mensagens a pregar o amor eterno, não significa que ele esteja a sofrer muito. Significa, sim, uma frustração em lidar com a rejeição. E se pensares em voltar para ele, pensa que da próxima vez que isso acontecer ele vai telefonar-te mais vezes. E enviar-te mais mensagens.

Guardares estas coisas para ti não é um sintoma da tua timidez. Não quer dizer que sejas reservada. É uma estratégia de defesa tua. E um pouco de vergonha, à mistura, não é? E que tal partilhares isso? Ficarias espantada com a quantidade de amigas tuas que passam por situações semelhantes.

Talvez a sua filha não leia isto. Mas que tal mostrar-lhe a revista, para ela pensar um pouco?

http://www.dn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=3275583

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Rostos gigantes querem chamar a atenção para a violência doméstica

A Associação de Mulheres contra a Violência está a colocar cartazes gigantes em prédios degradados das ruas de Lisboa. Quer chamar a atenção para o problema, mostrando rostos de mulheres, e apelando à sociedade que denuncie o que se passa em muitas famílias.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=668241&tm=8&layout=122&visual=61

(21.07.13)

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Maioria dos jovens acha normal a violência no namoro

885 alunos, com idades dos 11 aos 18 anos, consideram legítimos comportamentos abusivos com as namoradas ou namorados, segundo inquérito feito pela UMAR.

Mais de metade dos rapazes e das raparigas acham que é normal proibir a namorada/o de vestir certas roupas e de sair com determinados amigos/as.

Entre os rapazes, 5% considera que agredir a namorada ao ponto de deixar marcas não é ser violento. 25% dos rapazes e 13,3% das raparigas entendem que humilhar a namorada/o é legítimo e que ameaçar a namorada ou o namorado é normal (15,65% dos rapazes acha que sim e 5% das raparigas também).

Estas respostas foram obtida nas respostas a um questionário feito a uma amostra de 885 alunos de escolas de Porto e de Braga no âmbito do Projeto Mudanças com Arte da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta).

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3230117

(21.05.2013)

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Violência doméstica presenciada por crianças em 42% dos casos

Associação Portuguesa de Mulheres Juristas apresenta esta semana no Porto resultados de projecto europeu sobre boas práticas no âmbito da violência conjugal.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/violencia-domestica-presenciada-por-criancas-em-42-dos-casos-1593605

(07.05.2013)

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Projeto que trata casos de violência doméstica 24 horas/dia lançado no Porto

O projeto “Um Passo Mais”, desenvolvido pelo Departamento de Investigação de Ação Penal (DIAP) do Porto e apresentar hoje, vai tratar todos os casos de violência doméstica “com grande clareza”, disse a procuradora-geral distrital do Porto.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=644755&tm=8&layout=121&visual=49

(18.04.2013)

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Violência doméstica aumentou 26% em Beja

O distrito de Beja registou o maior aumento no país de participações por violência doméstica em 2012 revelam os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).

http://www.correioalentejo.com/?diaria=8940&page_id=36

(26.03.13)

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Sexagenário mata ex-mulher com duas facadas em Sobral de Monte Agraço

A mesma fonte adiantou que o casal estava separado, desde maio, por problemas de violência doméstica, apesar de a vítima, de 53 anos, nunca ter apresentado queixa às autoridades.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=3111940

(16.03.2013)

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Bullying homofóbico já chegou às escolas do primeiro ciclo do básico

Mais de 40% da juventude lésbica, gay ou homossexual afirma ter sido vítima de bullying homofóbico. A conclusão está contida no relatório sobre homofobia e transfobia nas escolas portuguesas apresentado nesta terça-feira pela Rede Ex-Aequo, uma associação dedicada ao combate de todas as formas de discriminação com base na orientação sexual.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/bullying-homofobico-ja-chegou-as-escolas-do-primeiro-ciclo-do-basico-1587506 (12.03.13)

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Enforca a mulher em porta de casa

Uma jovem de 24 anos foi estrangulada até à morte, enforcada com o cordel de um fato de treino pelo companheiro, de 29 anos, na casa em que ambos viviam, na aldeia de Pelinos, freguesia de Olalhas, Tomar.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/enforca-a-mulher-em-porta-de-casa (11.03.13)

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Artigo publicado na Revista Visão: 

Filhos da violência doméstica

(07.03.13)

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GNR: Violência no namoro sobe

A violência entre namorados subiu 42,7 por cento, segundo dados revelados ontem pela GNR, a propósito do Dia Europeu da Vítima de Crime, que se assinala hoje. Em 2012, a GNR registou 227 crimes, mais 97 do que em 2011, sendo que a maioria das situações envolve jovens até aos 25 anos.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/gnr-violencia-no-namoro-sobe (22/02/13)

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http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3052503

Dança pelo fim da Violência Doméstica!

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Violência no namoro: são poucos os jovens que apresentam queixa

Estudo mostra que os jovens estão mais sensibilizados para a violência no namoro, mas ainda apenas nove por cento das vítimas apresentam queixa às autoridades

http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/6639/violencia-no-namoro-sao-poucos-os-jovens-que-apresentam-queixa Texto de Lusa • 13/02/2013 – 11:01

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http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=619130&tm=8&layout=122&visual=61

Foram denunciados mais de 800 casos de violência doméstica, em apenas um mês e meio, nos distritos de Lisboa e Porto. As queixas chegaram à PSP e GNR entre 15 de Novembro e 31 de Dezembro. (13 Janeiro 2013)

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Exibição do filme “Precious” no Ciclo de Cinema “Arraiolos + Igual” ocorreu no dia 27 de Abril no Pavilhão Multiusos de Arraiolos

Teve lugar no dia 27 de Abril a partir das 10h no Pavilhão Multiusos de Arraiolos a exibição do filme: “Precious”. Esta actividade enquadrou-se no contexto do ciclo de cinema: “Arraiolos + Igual”, procurando sensibilizar o público para as temáticas da Igualdade de Género e da Violência Doméstica.

No final do filme abordaram-se com os jovens que participaram na sessão vários temas associados à história principal nomeadamente os abusos sexuais, os diversos tipos de violência doméstica e as suas consequências na vida das personagens do filme.

Participaram no debate duas psicólogas – uma do projecto Mirabal e a outra do CLDS de Arraiolos – e a Enfermeira Lurdes Baia, da Unidade de Saúde Familiar de Arraiolos. Estas técnicas desenvolveram ainda com os jovens a dinâmica de grupo: “O Chapéu dos Medos”, tendo sido um momento muito interessante e positivo de reflexão sobre os medos associados à violência doméstica, à violação/ abusos sexuais, à discriminação racial, ao bullyng e à infecção pelo VIH .

Ficam aqui alguns dos comentários ao filme, por parte dos jovens que participaram na sessão:

  • “Na minha opinião este filme demonstra uma realidade do que é a vida de milhares de pessoas no nosso país e milhões no mundo. Violência física e psicológica são constantes no dia -a-dia destas vítimas que são abusadas e maltratadas. Eu não estava, nem estou, consciente do inferno que são as vidas destas pessoas, porque não passo por isto, mas é muito difícil lidar com estas situações, pois são bastante delicadas.” (Por Carlos J.M. Gomes)
  • “Foi um filme bastante interessante: tratava de todo o tipo de violência – verbal, psicológica, física e emocional. É um filme que também se passa bastante vezes para a vida real, cada vez mais. É uma lição de vida, talvez para os espectadores tentarem saber lidar com estas situações ou outras igualmente violentas na vida real” (Por Ângela)
  • “Um filme pesado que retrata  a violência doméstica e sexual, o incesto e a exclusão, de uma forma realista e crua e que nos deixa a pensar no papel que cada um de nós pode ter na mudança da vida de alguém violentado!…” (Anónimo/a)
  • “É uma lição de vida que nunca devemos desistir pela nossa felicidade, e de que não devemos ter medo de enferentar os problemas. Cada dia que passa há mais coisas más nas nossas vidas, mas que devemos enfrentar.” (Anónimo/a)
  • “O filme é bastante bom, trata de uma rapariga com problemas familiares. O filme retrata muito bem o que pode acontecer na realidade.” (Anónimo/a)
  • “Retrata numa só personagem todos os géneros de violência de que se pode ser vítima. É bastante bom para reflectir sobre o assunto, contudo na vida real nem sempre a personagem principal tem coragem para assumir um novo rumo.” (Anónimo/a)
  • “Gostei do filme, mostra uma grande realidade do nosso dia – a- dia, muitas vezes silenciada, e da qual nós nem chegamos a dar por isso.” (Anónimo/a)
  • “Se me acontecesse alguma coisa de mal destas, eu ia logo à GNR.” (Anónimo/a)
  • “o filme é uma excelente lição de vida, apesar de muito chocante e o pior é saber que pode retratar situações verídicas. É um filme que me incomoda e revolta por tão bem espelhar o “negro” do ser humano, apesar do contraste que se pode ver com o “brilho” de algumas personagens.” (Anónimo/a)

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No Egipto, homens vão poder fazer sexo com as mulheres… mortas

Autor: Redação

Sexta-feira, 27 Abril 2012 18:09

Várias propostas de alteração à lei estão em discussão, entre as quais também a redução da idade mínima para uma mulher casar.

Caso para dizer que contado, não dá para acreditar. No Egito, o governo prepara-se para aprovar uma lei que permite ao homem ter relações sexuais com a sua mulher, mesmo depois desta estar morta. O único ponto em que a nova legislação pode atuar é no tempo, ou seja, o homem pode fazê-lo, mas tem apenas seis horas para tal, após o óbito ter sido declarado.

O objetivo é permitir ao marido um género de sexo de despedida. A proposta está a levantar logicamente muitas críticas, sobretudo do Concelho Nacional da Mulher (CNM) egípcio, que classifica a nova lei como um atentado ao desenvolvimento do país.

Mas há mais. O governo prepara-se também para reduzir a idade mínima para a mulher casar, que poderá em breve ser de apenas 14 anos.

Estas novas propostas estão a causar revolta nas mulheres egípcias. O novo parlamento do Egito é largamente controlado por políticos islâmicos.

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Apurados vencedores do concurso “Jornalismo Contra a Violência Doméstica”

Publicado: 2012-04-20 20:22:16 | Actualizado: 2012-04-20 20:23:42
Por: António Gil

Apurados vencedores do concurso Jornalismo Contra a Violência Doméstica

Foto: GaCS
Lília Almeida e Natércia Gaspar, Diretora Regional da Solidariedade e Segurança Social

A reportagem “É Natal!…Outra Vez” da jornalista Lília Almeida é a vencedora do concurso: Jornalismo Contra a Violência Doméstica, promovido pela Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social, através da Direção Regional da Solidariedade e Segurança Social.


Em segundo lugar ficou a reportagem da jornalista Bárbara Almeida, que apresentou a concurso um trabalho que visou assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Doméstica e, em terceiro lugar ficou a reportagem intitulada: “Violência Doméstica”, da autoria da jornalista Olivéria Santos.

Os resultados foram deliberados por um júri constituído por dois jornalistas, uma especialista na área da violência doméstica, um representante da Direção Regional da Solidariedade e Segurança Social e um representante da Associação Burra de Milho.

O anúncio foi feito hoje pela Diretora Regional da Solidariedade e Segurança Social, durante a entrega de prémios, no âmbito do concurso: Jornalismo Contra a Violência Doméstica, em Ponta Delgada, onde esteve presente em representação da Secretária Regional do Trabalho e Solidariedade Social.

O concurso teve por objetivo premiar as melhores peças jornalísticas ou produtos de publicidade publicados ao longo do ano de 2010 e 2011, que contribuíram para a prevenção, sensibilização e combate à violência doméstica, e contou com sete candidaturas e oito trabalhos.

Segundo Natércia Gaspar, o concurso visou, ainda, “sensibilizar, chamar a atenção e envolver cada vez mais a Comunicação Social para o combate à violência doméstica”.

Enaltecendo a importância do papel da Comunicação Social nesta matéria, a Diretora Regional considerou mesmo os profissionais da comunicação de “parceiros no combate e prevenção deste flagelo”.

“ É uma forma de reconhecer o vosso trabalho e de reiterar o papel excecional que os órgãos de Comunicação Social tiveram e têm na sensibilização, prevenção e combate à violência doméstica”, realçou.

Natércia Gaspar recordou, ainda, várias iniciativas do Governo dos Açores nesta área, entre as quais uma iniciativa dirigida aos jornalistas da Região.

O concurso enquadra-se no âmbito do Plano Regional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica nos Açores, o qual prevê a realização de ações de sensibilização e informação específicas para abordagem e mobilização dos jornalistas da Região em torno da problemática da violência doméstica, tendo como finalidade potenciar o papel informativo e reflexivo dos órgãos de Comunicação Social na construção social da realidade referente ao combate ao flagelo da violência doméstica.

A iniciativa foi organizada em conjunto com a Associação Cultural Burra de Milho, em parceria media com a RTP/RDP Açores, Viaoceânica, AzoresglobalTV e contou com o apoio da New Copy.

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Estudo: Para as portuguesas a violência doméstica é crime

Em 20.04.2012 – 12:19, Por Lusa

Um estudo sobre as percepções de diferentes comunidades em  Portugal sobre violência doméstica revelou que apenas as mulheres portuguesas consideram que é crime, enquanto um quarto dos ucranianos inquiridos disseram desconhecer o seu significado.

O estudo “Violência doméstica: Percepções de diferentes comunidades em Portugal”, divulgado no congresso da Ordem dos Psicólogos, que decorre até sábado em Lisboa, pretendeu comparar o modo como as comunidades brasileira, ucraniana, cabo-verdiana e portuguesa vêem o fenómeno da violência conjugal.

A coordenadora do estudo, Joana Alexandre, adiantou que o objectivo foi verificar se existem diferenças de género e entre as quatro comunidades em torno deste fenómeno e “se existe interseccionalidade entre género e comunidade”.

O estudo envolveu 260 participantes – a maioria homens (52%) –, dos quais 76 são portugueses, 64 ucranianos, 61 brasileiros e 59 cabo-verdianos.

A ideia de que a violência doméstica é um crime é apontada apenas pelas mulheres (23,3%) e homens (12,1%) portugueses.

Segundo o documento, 31,9% dos inquiridos consideram que a violência doméstica é a agressão física e psicológica, um motivo apontado por 44,8% das mulheres e 43,3% dos homens cabo-verdianos, 24,2% dos ucranianos e 27,3% dos portugueses.

Este motivo também é referido por 62,5% de brasileiras e por 37,9% de brasileiros. Para 27,6% dos homens desta comunidade, trata-se de “falta de respeito”.

Para 19,4% das ucranianas, violência doméstica é “tratar mal alguém” e 38,7% preferiu não responder a esta questão.

Já 18,6% das portuguesas inquiridas consideram que este fenómeno é “falta de respeito” e 18,2% acha que é sinónimo de “tratar mal alguém”.

“Em termos dos resultados mais quantitativos salienta-se que as mulheres percepcionam como mais agressivos ou violentos, por comparação com os homens, um conjunto de comportamentos que visam a manutenção de poder e controlo”, disse Joana Alexandre, docente do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, de Lisboa.

A investigadora adiantou que as portuguesas são as que percepcionam como “mais agressivos ou violentos” os comportamentos que visam a manutenção de poder e controlo, e a comunidade ucraniana, sobretudo os homens, a que os considera “menos agressivos ou violentos”.

Sobre a maneira de agir, no caso de ser vítima, são as portuguesas que tendencialmente dizem que recorreriam mais a serviços de apoio (associações de vítimas, polícia, etc.). No lado oposto, estão os homens portugueses e ucranianos, revelou Joana Alexandre.

“Em termos de coping de evitamento-passividade (exemplo separar-se por uns tempos ou não fazer nada) são os ucranianos, principalmente as mulheres, que dizem que recorreriam mais a esta forma de lidar em caso de serem vítimas”, acrescentou.

As autoras do relatório defendem a realização de estudos futuros para averiguar o papel do processo de aculturação/anos de residência no país de acolhimento e em que medida as questões da legalização interferem no modo de lidar quando se é vítima.

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Governo Regional dos Açores: Instituições apoiam 680 pessoas relacionadas com casos de violência doméstica

Agência Lusa, 20 de Abril de 2012, 16:47

Instituições apoiam 680 pessoas relacionadas com casos de violência doméstica – Governo Regional

A incidência de casos de violência doméstica nos Açores não está a aumentar, revelou hoje a diretora regional da Solidariedade e Segurança Social, salientando que estão a ser apoiadas atualmente na região 680 pessoas relacionadas com este problema social.

“Não há maior incidência de casos, mas as denuncias continuam”, afirmou Natércia Gaspar, que falava na cerimónia de entrega dos prémios do concurso Jornalismo contra a Violência Doméstica, uma das medidas do Plano Regional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica para “sensibilizar para esta temática e combater o flagelo”.

Natércia Gaspar revelou que “atualmente estão a ser apoiadas 680 pessoas, que recebem acompanhamento e apoio em termos económicos pelas instituições particulares de solidariedade social que têm atuação nesta área”.

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 Workshop em Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação destinado a Conselheiras(os) Municipais para a Igualdade

A CIG vai realizar um Workshop destinado às/os Conselheiras para a Igualdade, a decorrer durante os próximos dias 14 e 15 de Maio. O Workshop decorrerá Câmara Municipal da Vidigueira, sendo o alojamento na Residencial Santa Clara, Rua do Lago, 1 na Vidigueira. Os custos inerentes à participação neste workshop serão assegurados pela CIG. No final será atribuído certificado de participação.

A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género gostaria de contar com a presença da/o Conselheira/o para a Igualdade do vosso Município. A inscrição deve ser confirmada para o endereço de correio eletrónico, através do preenchimento da folha de registo em anexo, que deverá ser enviada para:  joao.paiva@cig.gov.pt

Programa [download pdf]

Ficha de inscrição [download pdf]

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Dia 27 de Março, nas “Conversas 100 Igual”: A informação e a sensibilização como estratégias de  combate à Violência Doméstica

No dia 27 de Março, das 17h às 18h, na Radio Telefonia do Alentejo, no programa “Conversas 100 Igual”, focou-se a importância das acções de informação e de sensibilização como metodologias de prevenção ao fenómeno da violência doméstica. A Dra Lurdes Ferreira, ex- assessora da CIG foi a convidada do programa, tendo dado o seu testemunho relativamente ao trabalho desenvolvido pela CIG no combate à violência de género e à promoção da igualdade de género e partilhando posteriormente a sua experiência de trabalho nestas áreas temáticas. Enfatizou ainda que a informação e as acções de sensibilização são metodologias comprovadamente eficazes na prevenção e combate à violência de género e, mais em particular, à violência doméstica.  A Dra Lurdes Ferreira fez ainda questão de transmitir a pertinência de se trabalhar com os mais jovens, utilizando metodologias mais dinâmicas em conjugação com as informações, permitindo-lhes ter uma atitude mais proactiva para estas temáticas.
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Dia 20 de Março de 2012 pela primeira vez: “Conversas 100 Igual” na Radio Telefonia (103.2)
No dia 2o de Março de 2012, das 17h às 18h teve lugar a primeira sessão de rádio dinamizada pelo Projecto Mirabal Mulheres 100 Medo: “Conversas 100 Igual”, na Radio Telefonia, na frequência 103.2 FM.  Trata-se de um espaço de informação e divulgação das actividades realizadas e a realizar pelo Projecto Mirabal. Mensalmente debateremos temas específicos sobre as questões da Igualdade de Género, Violência de Género, Saúde Sexual e Reprodutiva e Prevenção da Violência no Namoro e Violência Doméstica. Não perca a próxima sessão, dia 27 de Março.
 

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Índice de Igualdade de Género classifica Portugal

Segunda, 05 Março 2012 16:08

No que diz respeito à igualdade de género, Portugal, apesar de estar acima da média europeia, está bem atrás dos países europeus com melhor desempenho. Está inclusivamente longe da sua vizinha Espanha. Portugal encontra-se ao nível de igualdade de género praticado em países como Estónia, Letónia, Lituânia, Moldávia, Namíbia, Ruanda e, surpreendentemente, de França.

Tal classificação consta da publicação do Índice de Igualdade de Género (Gender Equity Index – GEI) de 2012, divulgado pelo movimento Social Watch que a Oikos – Cooperação e Desenvolvimento representa em Portugal, nas vésperas do Dia Internacional da Mulher, dia 8 de Março.

O índice preparado anualmente pelo Social Watch mede o fosso existente entre mulheres e homens em três diferentes dimensões: (i) na educação, (ii) no empoderamento político e (iii) na participação económica. Este índice estabelece uma média das desigualdades nestas três dimensões entre mulheres e homens. Na educação, examina o fosso de género existente no número de matrículas no sistema de ensino em todos os níveis. Na dimensão da participação económica estima a proporção do fosso entre homens e mulheres no que diz respeito ao nível salarial e emprego; Na dimensão do empoderamento é medido o tamanho do fosso entre mulheres e homens na detenção de cargos altamente qualificados, de assentos parlamentares e de posições executivas de topo.

O Social Watch mede o fosso entre mulheres e homens, mas não mede o seu bem-estar. Assim, um país em que os jovens do sexo masculino e do sexo feminino têm acesso em termos de igualdade ao ensino superior, recebe um valor de 100 neste indicador em particular. Do mesmo modo, um país em que ambos rapazes e raparigas são, em termos de igualdade, impedidos de concluir a educação primária, também recebe a classificação de 100. Isto não significa que a qualidade da educação em ambos os casos é a mesma. Apenas estabelece que, em ambos os casos, as raparigas não têm menos acesso à educação que os rapazes.

Portugal, com um total de 77 pontos (na média aferida das três dimensões) encontra-se entre os países com a classificação de “Baixo” (LOW GEI), apesar de se encontrar acima da média europeia que é de 73 pontos. Contudo, Portugal está bem longe do desempenho de países como a Noruega (com 89 pontos), a Finlândia (com 88) e a Islândia (com 87 pontos). Encontra-se também abaixo de países como a Suécia, a Dinamarca, a Nova Zelândia, a Espanha, a Mongólia, todos acima dos 80 pontos, o que os coloca no nível “Médio” (MEDIUM GEI).

João José Fernandes, Director Executivo da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, afirmou que “este Índice (GEI), demonstra que a igualdade de género não está necessariamente dependente da riqueza do país. Portugal, é mais rico do que o Ruanda e mais pobre do que a França, mas tem o mesmo grau de igualdade de género. Nas últimas décadas, o nosso país fez um progresso assinalável na escolarização e educação das mulheres. O desafio é agora o de desenvolver esforços para que um progresso semelhante seja alcançado na dimensão política e económica. Uma sociedade em crise – social, política e económica – precisa do apoio de todas e todos os seus cidadãos.

Os cinco níveis de classificação do índice são: Critico (CRITICAL), Muito baixo (VERY LOW), Baixo (LOW), Médio (MEDIUM) e Aceitável (ACCEPTABLE). Note-se que nenhum país no mundo atingiu 90 pontos ou mais na média final, significando que nenhum país atingiu um nível aceitável.

A única dimensão em que Portugal atinge um valor aceitável é a dimensão da educação (99 pontos). Na dimensão da participação económica e na do empoderamento, o desempenho do país é menos louvável: 78 e 55 pontos (Baixo e Muito baixo) respectivamente.

Os três países europeus com maior fosso de género são Malta (63), Albânia (55) e Turquia (45).

De 168 países avaliados pelo GEI de 2012, os cinco que se encontram na pior situação global são a República Democrática do Congo (29), Niger (26), Chade (25), Iémen (24) e o Afeganistão (15).

Os membros da Social Watch estão espalhados por todas as regiões do mundo. A rede luta pela erradicação da pobreza e das suas causas, pela eliminação de todas as formas de discriminação e racismo, luta para assegurar a distribuição equitativa da riqueza e pela realização dos Direitos Humanos.

Para mais informações sobre Social Watch visite www.socialwatch.org

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 Progressos na Igualdade de Género conduzem ao crescimento económico

 Bruxelas, 16 abr (Lusa) – A promoção da igualdade entre homens e mulheres é essencial para que a União Europeia (UE) dê resposta à atual crise económica, defende a Comissão Europeia com base num relatório hoje divulgado.

“Os países da UE precisam de fazer entrar mais mulheres no mercado de trabalho se quiserem cumprir o objetivo global da UE que consiste numa taxa de emprego de 75 por cento para todos os adultos até 2020”, aponta Bruxelas.

O relatório analisa os progressos efetuados no ano passado para suprir as lacunas que subsistem entre homens e mulheres a nível de emprego, da economia e da sociedade em geral.

No mercado de trabalho, diz o documento, a taxa de emprego das mulheres na Europa é de 62,1 por cento, enquanto a dos homens é de 75,1 por cento, “o que significa que a UE só pode atingir a taxa global de 75 por cento do emprego fixada na estratégia Europa 2020 com um forte empenhamento em relação à igualdade de género”.

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Dia 9 de Março de 2012, a comunidade arraiolense participou de forma activa num conjunto de actividades promotoras da Igualdade de Género 

Apresentação do Projecto Mirabal Mulheres 100 Medo e dos serviços do Gabinete de Informação e Apoio às Vítimas de Violência Doméstica

      Imagem do público que participou nas actividades

Uma noite comemorada com a participação activa e bem humorada dos cidadãos e cidadãs da vila de Arraiolos, que  colaboraram  nas actividades promotoras da Igualdade de Género. Uma experiência a repetir!!!

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No dia 9 de Março de 212, o Projecto Mirabal Mulheres 100 Medo irá comerar o Dia da Mulher

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Alentejo e Algarve alvo de rastreio para conhecer melhor o fenómeno da Violência Doméstica

Lusa, 24 Fev, 2012, 13:36″

Os utentes de serviços de Saúde do Alentejo e Algarve, dos 14 aos 65 anos, sobretudo as mulheres, vão ser alvo de um rastreio sobre o fenómeno da violência doméstica, numa iniciativa que arranca no terreno em abril.

O projeto é promovido pela Rede de Intervenção Integrada do Distrito de Évora contra a Violência Doméstica (RIIDE), que atua naquela área específica e envolve entidades como as de saúde, forças de segurança e Universidade de Évora.

O rastreio estava, inicialmente, previsto só para o distrito de Évora, mas a RIIDE “desafiou parceiros” de Beja, Portalegre e do Algarve, tendo vários profissionais e entidades decidido aderir.

“É um projeto que vai abranger toda a zona sul do país para nos permitir conhecer melhor o fenómeno da violência doméstica”, explicou hoje à Agência Lusa Manuel Lopes, da RIIDE e docente da Escola Superior de Enfermagem S. João de Deus, da Universidade de Évora.

Segundo o especialista, também do Centro de Investigação em Ciências e Tecnologias da Saúde da academia alentejana, trata-se de um estudo científico que cujo “desenho” está a ser ultimado.

“O final de março é a meta limite para identificarmos o conjunto de serviços de Saúde que adere e, em abril, começamos a recolher a informação. O objetivo é termos os dados recolhidos e tratados até final de 2013”, disse.

O projeto é apresentado, no sábado, no debate “Um Olhar sobre a Violência Doméstica no Alentejo”, promovido pela RIIDE no principal auditório da universidade e aberto ao público em geral, embora especialmente direcionado para profissionais de saúde, forças de segurança e professores.

Segundo Manuel Lopes, é “uma evidência” que faltam informações estatísticas “colhidas sistematicamente” acerca da violência doméstica, quer para a região, quer para o país, pelo que o rastreio pretende combater esta lacuna.

“Queremos conhecer este fenómeno do ponto de vista quantitativo, ou seja, quantas das pessoas que vão aos serviços de Saúde referem ter sido vítimas de violência no último ano ou em algum momento da sua vida”, explicou.

Ao mesmo tempo, os investigadores vão ter uma abordagem qualitativa para esclarecer qual o tipo de violência, para procurar diferenças em termos culturais, socioeconómicos, de maior ou menor isolamento das pessoas e outras variáveis.

“Com base nos relatos das vítimas identificadas, vamos tipificar o fenómeno, quer do ponto de vista do tipo de violência usada, se era psicológica ou física, ou se foram usadas armas”, exemplificou.

Uma das especificidades é ainda que, ao contrário de outras iniciativas do género, o rastreio vai ser feito presencialmente, não por telefone por exemplo, e pelos próprios profissionais de Saúde.

“Não queríamos introduzir elementos estranhos no processo e os profissionais de Saúde são alguém em que as pessoas já confiam, o que nos garante dados mais fidedignos”, frisou.

O objetivo é compreender melhor este fenómeno, para ajustar as mensagens, ao nível da prevenção, e as respostas para combater a violência doméstica, assim como o próprio atendimento das vítimas nos serviços de Saúde.

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Comemoração do Dia dos Namorados sob o tema: “Namoro 100 Violência”

No dia 14 de Fevereiro, o Projecto Mirabal – Mulheres 100 Medo, com a APF Alentejo e o Gabinete de Segurança, Saúde e Bem – Estar da Escola EB2,3/Sec. Cunha Rivara de Arraiolos, dinamizaram um conjunto de ateliers no Dia dos Namorados, relacionados com a necessidade de sensibilizar a comunidade escolar para a prevenção da violência no namoro. Participaram na dinamização da actividade duas turmas que já tinham tido formação sobre esta matéria e que eficaz e energicamente se envolveram na dinamização dos diferentes ateliers. A sua boa disposição, responsabilidade e motivação intrínseca e interesse pela temática da prevenção da violência nas relações amorosas foram factores que justificaram o seu dinamismo e empenho nas actividades, o que acabou por atrair a atenção de um grande número de  jovens que frequenta aquela escola e que acabou por participar nos diferentes ateliers.

 

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“Amor 100 Violência”

A Violência no Namoro foi o mote para a discussão e reflexão com uma turma do ensino secundário da Escola EB2,3/Sec. Cunha Rivara acerca deste fenómeno que vitima muitos jovens portugueses que têm uma relação amorosa. No dia 03 de Fevereiro de 2012, a  acção de sensibilização foi ainda enriquecida com algumas dinâmicas de grupo, como se pode constatar pela fotografia que se segue:

 Uma das dinâmicas de grupo realizada com os jovens: “Pessoas e Coisas”, onde se     abordaram as questões da desigualdade de género e dos sinais de uma relação de namoro violenta.

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Acção de sensibilização com o tema: “A Expressão dos Afectos”

Dinamizou-se no dia 27 de Janeiro de 2012 uma sessão de 90 minutos dedicada à temática dos afectos na Escola EB2,3/Secundária Cunha Rivara, em Arraiolos, dirigida a jovens do 8º B e do 10º ano do curso profissional de Técnicos de Apoio à Saúde. Estiveram presentes 35 jovens, que participaram de forma bastante dinâmica na sessão, treinando a expressão dos afectos. Através de uma metodologia activa, os jovens foram ainda sensibilizados relativamente à necessidade de terem em conta aspectos da postura, do contacto visual, do comportamento não verbal e verbal num contexto de relacionamento interpessoal para a interpretação fidedigna dos sentimentos.

Uma acção positivamente avaliada pelos jovens que participaram na acção, tendo os mesmos sugerido mais sessões para exploração desta temática.

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Projecto “Mirabal – Mulheres 100 Medos”  em parceria com o MDM desenvolve acção de sensibilização no Vimieiro

Teve lugar no dia 28 de Novembro de 2011, na Junta de Freguesia do Vimieiro, uma acção de sensibilização junto de mulheres residentes naquela vila tendo como temática a questão da Violência de Género. A acção teve um balanço positivo quer ao nível do número de participantes na sessão quer ao nível dos debates e conclusões a que se chegou.

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O Projecto “Mirabal – Mulheres 100 Medo”  reiniciou as suas actividades

Pretendendo dar continuidade ao trabalho já iniciado em torno das questões da promoção da igualdade de género e combate à violência de género, o projecto Mirabal – Mulheres 100 Medo reiniciou no final de 2011 as suas actividades.

Têm sido realizadas acções de divulgação do Gabinete de Informação e Apoio ás Vitimas de Violência Doméstica, quer através da realização de reuniões com instituições locais com intervençãpo na área da saúde, educação, segurança pública e apoio social, quer através de acções de sensibilização.

No dia 25 de Novembro de 2011, Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, realizou-se no cineteatro de Arraiolos uma sessão de cinema, com os comentários da enfermeira Lurdes Baia, da Unidade de Cuidados na Comunidade de Arraiolos. O filme apresentado foi: “A Cidade do Silêncio”, que  retrata a história de uma jornalista que é enviada para uma cidade mexicana, onde as mulheres são exploradas pelas indústrias locais e onde centenas delas acabam violadas e assassinadas, e onde ninguém se parece preocupar.

Foi possível abordar junto dos jovens as questões da violência de género bem como as desigualdades  que ainda hoje persistem ao nível laboral, social, económica, da educação e da saúde, e que faz das mulheres as principais vítimas.

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Nova Candidatura”Mirabal – Mulheres 100 Medo”

Com o objectivo de dar continuidade a algumas acções fundamentais para reforçar a sua intervenção e simultaneamente aprofundar a capacidade de participação das mulheres na actividade económica e social, a ONGD Monte apresentou em Janeiro de 2011 uma nova candidatura à Tipologia 7.3 – Apoio Técnico e Financeiro às Organizações Não Governamentais.

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Seminário dedicado aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

– Um pequeno passo para uma grande meta –

No dia 25 de Novembro, quinta-feira, realizou-se no Pavilhão Multiusos na vila de Arraiolos um Seminário dedicado aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), organizado pelo Monte –  A.C.E. e pela A.P.F. Alentejo. Pretendeu-se discutir e reflectir acerca do(s) contributo(s) de Portugal  para a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio 3 (Promover a Igualdade de Género), 4 (Diminuir a Mortalidade Infantil), 5 (Melhorar as condições de saúde materna) e 6 (Prevenir/reduzir o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves) e do trabalho que ainda poderá ser feito para que a nossa nação atinja as metas a que se comprometeu até 2015 e simultaneamente ajude os países lusófonos a concretizar as suas.

A sessão de abertura esteve a cargo do Prof. Dr. Eduardo Figueira, Presidente do Conselho da Administração do Monte – A.C.E., do Presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, Jerónimo Lóios e da Directora Regional da A.P.F. Alentejo, a Dra Fátima Breia.

Dividiu-se depois os trabalhos em dois painéis. O primeiro painel foi dedicado à Mortalidade Infantil, à Saúde Materna e ao VIH/SIDA e outras doenças graves. A Dra. Conceição Margalha, da ARS do Alentejo moderou a mesa constituída pela Dra Alice Frade, pela Dra Carolina Estróia, pela Dra Mónica Dias e pela Dra Maria Sacchetti.

A Dra. Alice Frade, (responsável pelo Departamento de Advocacy e Cooperação para o Desenvolvimento na Associação de Planeamento da Família), contextualizou a Campanha do Roteiro 3456 no âmbito dos ODM, fazendo referência aos compromissos assumidos pelos estados membros das Nações Unidas relativamente aos 4º, 5º e 6º ODM bem como à Resolução 71/2010 que recomenda ao governo que reafirme o seu compromisso no sentido do cumprimento dos 4º e 5º ODM. Salientou ainda a importância de garantir o acesso universal à Saúde Sexual e Reprodutiva e aos direitos nesta matéria para a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

De seguida a Dra. Carolina Estróia (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento), apresentou a missão da Cooperação Portuguesa para a concretização dos ODM num contexto internacional, focando a sua contribuição para a realização de um mundo melhor e mais estável, muito em particular nos países lusófonos, bem como o papel do IPAD, enquanto um organismo central da administração pública portuguesa, responsável pela supervisão, direcção e coordenação da política de cooperação. Salientaram-se ainda as vias de operacionalização da Cooperação Portuguesa no contexto dos ODM – a nível bilateral e multilateral. Mas o ponto que gerou alguma discussão por parte dos participantes do seminário ocorreu após a apresentação dos resultados não alcançados por Portugal no que respeita à contribuição com 0,7% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) (até 2015) para a Ajuda Pública ao Desenvolvimento, no contexto de uma parceria global de desenvolvimento (8º ODM). Esta meta visa o apoio às necessidades especiais dos países em vias de desenvolvimento, como são os países lusófonos. Em 2009, a seis anos de terminar o prazo para a concretização do objectivo de contribuir com 0,7%  do RNB para a APD, Portugal contribuía com apenas 0,23%. Os motivos apresentados para este incumprimento são sustentados pela crise económica, pelo controle do défice público e restrição orçamental com vista ao cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento Económico, assim como o facto de não constituir prioridade política (opinião pública e parlamentares não exercem pressão no sentido de aumentar a APD).

Este aspecto mereceu uma atenção redobrada por parte das associações juvenis, de alunos, de docentes, de técnicos superiores de algumas autarquias e das juventudes partidárias, que reforçaram a importância de concretizar este compromisso assumido por Portugal, e consequentemente, por cada um dos que se encontrava presentes na sala do seminário.

A Dra. Mónica Dias (Associação Portuguesa das Nações Unidas), reforçou a necessidade de se pensar global mas de se agir localmente, de instigar a participação activa dos autarcas, dos directores técnicos de associações, de centros de saúde para a implementação de estratégias que visem o cumprimento dos ODM 4,5 e 6.

O painel encerrou com a apresentação da Dra. Maria Sacchetti (Plataforma Portuguesa das O.N.G.D.), esta aprofundou o papel das ONGD’s, nomeadamente a elaboração e implementação do programas que se enquadrem nos ODM’s, a avaliação do custo/beneficio dos programas, sua exequibilidade e sustentabilidade, e por último, o enquadramento dos programas nas políticas nacionais tendo em consideração as normas internacionais e relação com parceiros.

O segundo painel foi dedicado à temática da Igualdade de Género – 3º ODM -, tendo sido moderado pela Coordenadora da APF Alentejo, Dra. Catarina Araújo. Estiveram presentes na mesa deste painel a Dra. Inês Campos, da Campanha Objectivo 2015 e a Dra. Marta Alter, Directora Técnica da Associação Monte – ACE.

A Dra Inês Campos (Objectivo 2015), apresentou o filme: “The Girl Effect: The Clock is Ticking” sobre a importância da mulher nas economias mundiais e de como o investimento na sua educação e saúde poderão ser chaves para a redução da pobreza.

A Dra. Marta Alter (Monte – A.C.E.), por sua vez, apresentou o Projecto “Mirabal – Mulheres sem Medo” financiado pelo Eixo 7 – Igualdade de Género do P.O.P.H., enquanto um exemplo de boas práticas na comunidade arraiolense na promoção da Igualdade de Género, da prevenção da Violência Doméstica e/ou no Namoro. Apresentaram-se as estratégias e actividades que foram sendo realizadas no Projecto para a consecução dos objectivos supramencionados, bem como o número de pessoas que cada uma das acções visadas abrangeu.

O final da manhã ficou ainda marcado pela apresentação da peça: “Sara”, pelo Grupo de Teatro Amador de Arraiolos “Dupla Personalidade”, versando a violência doméstica, a negligência parental, os maus tratos e desrespeito pela vida humana. Esta peça despertou muitas sensibilidades e foi alvo de muitos comentários e elogios por parte da audiência, que foi propondo pequenas alterações à história inicial apresentada para que esta pudesse ter um final diferente e feliz. Estas sugestões foram sendo registadas pelos actores, que as integraram na peça original, transformando-a e dando origem a uma história feliz. Envolveram-se associações juvenis, académicas e juventudes partidárias, o IPJ de Évora, o NAV de Évora, os Municípios de Avis, de Alter do Chão e de Évora, a CPCJ do Gavião, o Centro de Saúde de Montemor-o-Novo, o Agrupamento de Escolas de Arraiolos, da Escola Secundária André de Gouveia, o Agrupamento Vertical de Redondo, a ONGD – Médicos do Mundo, a Fundação Alentejo, a Universidade de Évora, a Associação Gente, o Gabinete de Saúde e Bem Estar de Arraiolos, o Lar de Sta. Helena, a Junta de Freguesia da Igrejinha, a Universidade Católica Portuguesa, e a Administração Regional de Saúde do Alentejo.

A parte da tarde iniciou-se com a enérgica actuação da Tuna Académica do Liceu de Évora, que paralelamente à boa disposição quis também demonstrar a sua preocupação relativamente às questões dos ODM, tendo tocado uma música com a declamação do poema: “Urgentemente”, de Eugénio de Andrade. A mensagem que pretenderam passar foi a de que é urgente o amor e de que é possível serem os jovens a fazer a diferença na nossa sociedade, pois têm os recursos, as capacidades, competências intelectuais e criativas de forma a promover as mudanças necessárias relativamente aos ODM.

Realizou-se posteriormente uma mesa redonda, composta  pela Débora Santos (JCP de Évora), pela Maria Capoulas (JSD de Évora), pelo moderador Luís Matias (Diana FM), pela Rita Santos (Conselho Nacional de Juventude) e por Carlos Bacalhau (JS de Évora). Procurou perceber-se o que tem sido feito por parte das juventudes no que respeita à questão dos ODM e das diferenças existentes entre as juventudes partidárias no que respeita à priorização de determinadas temáticas em detrimento de outras. Reflectiu-se ainda acerca do caminho que está por percorrer e do que é necessário ainda realizar por parte dos nossos governantes para que as metas definidas por Portugal no contexto dos ODM sejam alcançadas até 2015. Foram feitas sugestões por parte de todos os elementos que integraram a mesa redonda bem como por parte da plateia, inclusivamente pelos jovens do grupo de teatro.

A terminar o dia do seminário procedeu-se à leitura e assinatura da “Declaração 3456 – Dizer Sim ao Desenvolvimento e à Cidadania Global”, onde os participantes reforçaram o compromisso de promoção e defesa dos direitos, igualdade e saúde de todas as pessoas, reforçando o subscrito pelo Estado Português na Cimeira do Milénio (Nova Iorque, 2000, 2005 e 2010) e apelando aos parlamentares e governantes que desenvolvam todos os esforços para o alcance das metas contempladas nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio3, 4, 5 e 6.

Um desafio lançado pela A.P.F. Alentejo e pelo Monte – A.C.E. que foi conquistado com sucesso graças à participação activa de todos aqueles que a este evento se associaram, dizendo Não à Indiferença e envolvendo-se no debate do compromisso que foi assumido no fundo por cada um de nós. Fica a impressão de que este foi um pequeno passo para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

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Agrupamento MONTE em parceria com a APF Alentejo e a Animar, organiza Marcha pela Igualdade de Género

No dia 24 de Outubro, domingo, realizou-se na vila de Arraiolos uma “Marcha pela Igualdade”, uma iniciativa organizada pelo Agrupamento MONTE (Projecto Mirabal – Mulheres Sem Medo), em parceria com a APF Alentejo e a Animar (Projecto Igualdade é Desenvolvimento), com vista à sensibilização da comunidade arraiolense para a temática da Igualdade de Género.

A Marcha pela Igualdade partiu do Jardim Público às 15h, tendo parado junto ao Tribunal de Arraiolos, onde com o apoio do Grupo de Teatro Amador de Arraiolos “Dupla Personalidade” se realizaram esculturas humanas onde se evidenciaram as desigualdades que ainda hoje persistem ao nível mundial relativamente à questão do direito à educação. Uma escultura evidenciando as desigualdades ao nível das oportunidades foi representada também por este grupo de jovens em frente à Câmara Municipal de Arraiolos, onde se concentraram alguns cidadãos para assistir ao evento.

Outra instituição emblemática naquela comunidade é a GNR, onde foram apresentadas esculturas humanas que deixavam perceber a desigualdade ao nível das relações de género, sendo perceptível ainda a dominância do Homem sobre a Mulher e a forma maltratante e desrespeitosa como por vezes esta última ainda é tratada. Agradeceu-se aos agentes da GNR o trabalho que realizam no âmbito da intervenção nos casos de violência doméstica, apelando à continuidade do bom trabalho junto da comunidade.

A última escultura foi apresentada no Centro de Saúde de Arraiolos, onde foi solicitada a atenção dos profissionais de saúde para a desigualdade de género ao nível dos direitos à saúde. A Dra. Natália Oliveira, monitora do ROTEIRO 3456 da APF Alentejo, salientou o facto da saúde das mulheres nalguns países não ser ainda uma prioridade e do impacto directo que isso tem na saúde física da sua família e também nos efeitos directos no desenvolvimento das economias dos países. Salientou-se ainda a necessidade de ser dada maior atenção aos cuidados com a saúde materna e os métodos contraceptivos, a par de uma educação para a Saúde Sexual e Reprodutiva nos países do Sul.

Os últimos momentos do evento ficaram marcados pelos espectáculos de dança, protagonizados por NRG – Grupo de Hip Hop e pela Classe de Ritmus de Santana do Campo. Um destaque também para actuação do Grupo de Teatro Amador de Arraiolos “Dupla Personalidade” com a peça: “E o Inferno aqui ao lado”, que deram à actividade um maior protagonismo.

Ao longo da tarde distribuíram-se 116 postais ODM, dando conta do número de participantes que estiveram presentes no evento (de uma campanha lançada pela APF), 50 t-shirts (cedidas pela Animar) e elaboraram-se mensagens que foram sendo afixadas no “Mural da Igualdade”.

Definitivamente, um exemplo de boas práticas e de boas parcerias institucionais relativamente a acções no âmbito da promoção da Igualdade de Género.

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Artigos do projecto MIRABAL publicados na imprensa regional

O Jornal “Diário do Sul” publicou quatro artigos redigidos no âmbito do projecto MIRABAL – Mulheres Sem Medo. O primeiro artigo consistiu na apresentação geral do projecto, o enquadramento deste artigo foi a participação do projecto com um expositor na Feira de São Boaventura. O segundo artigo, tratou o tema da informação como condição básica para a atribuição de poder, dignidade e estatuto social às mulheres. Já o terceiro artigo, versou sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, especificamente o terceiro objectivo – Promover a igualdade de oportunidades e capacitar as mulheres. Finalmente, o quarto e último artigo publicado até ao momento, aprofundou o tema da Violência Doméstica e a Saúde.

É possível consultar na Internet os artigos mencionados através da visita ao blogue do projecto em https://mirabalmsm.wordpress.com/noticias/

Ainda no âmbito deste projecto “MIRABAL – Mulheres Sem Medo” vai iniciar brevemente várias acções de sensibilização de “Igualdade de Género” realizadas em parceria com o Centro Novas Oportunidades – Arraiolos XXI. Vai desenvolver-se um Ciclo de Cinema dirigido a jovens denominado “Arraiolos + Igual” a propósito de temas como a Igualdade de Género, Saúde, Família e Trabalho.

Até final deste ano vai realizar-se um Seminário sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e o Objectivo 3 – Promover a igualdade de oportunidades e capacitar as mulheres. Neste Seminário vai ser assinada a Declaração 3456: Dizer sim ao desenvolvimento e à Cidadania Global. Finalmente vai estar patente ao público uma Exposição sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

O projecto MIRABAL tem enquadramento na tipologia 7.3 – Apoio Técnico e Financeiro às ONG, Eixo 7 – Igualdade de Género do Programa Operacional do Potencial Humano.

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A Violência Doméstica e a Saúde

A violência doméstica e as consequências que lhe estão associadas “são devastadoras para a saúde e para o bem-estar de quem a sofre… comprometendo o desenvolvimento da criança… a família… a comunidade e a sociedade em geral” – OMS

A Organização Mundial de Saúde define a Violência Doméstica como “qualquer acto violento ocorrido entre duas pessoas que tenham, ou já tenham tido, uma relação íntima e que resulta, ou tem probabilidade significativa de resultar, em sofrimento físico, psicológico e/ou sexual.”

No nosso país a Violência Doméstica passou a ser considerada um crime público desde 2000, o que acaba por levar à ideia de que todos somos responsáveis pelo que fazemos mas também pelo que não fazemos, tal como afirmou Moliére. A este respeito, importa reafirmar que qualquer pessoa pode denunciar um crime desta natureza, não ficando esta acção limitada apenas à vítima. Quebrar o silêncio é importante para romper com este ciclo de agressões, ao mesmo tempo que reforçamos a nossa responsabilidade cívica.

As autoridades que tenham conhecimento da ocorrência deverão registá-la e informar o Ministério Público, dando lugar à instauração de um Inquérito, para averiguações.

Trata-se de um crime que afecta profundamente não só as vítimas directas, mas também os filhos, restantes familiares, amigos e toda a sociedade. Ela causa com frequência lesões muito significativas ao nível da saúde física e mental das vítimas e de quem as rodeia e se preocupa com elas, dando mesmo lugar a algumas doenças crónicas.

O sistema de saúde, quer através dos cuidados primários quer através das urgências, é muitas vezes a “porta de entrada” destas situações de violência doméstica, sendo por isso um espaço privilegiado para o diagnóstico, encaminhamento e acompanhamento destas situações.

Torna-se de facto um problema de saúde pública para o qual se devem ser viradas as atenções e dispensada (in)formação técnica e especializada nesta área temática.

Neste sentido, o projecto Mirabal – Mulheres sem Medo disponibiliza um Gabinete de Informação e Apoio, em Arraiolos, e procura responder a estas necessidades disponibilizando formações a todos os profissionais na área da saúde no que respeita a esta temática.

Um investimento técnico nesta área decerto que terá repercussões positivas ao nível da disseminação de boas práticas nacionais ao nível da intervenção com estas vítimas, criando-se uma maior sensibilização para a necessidade das redes locais intervirem também tendo em conta as questões da saúde mental associadas a este tipo de crime e para a necessidade de se intervir em equipa (multidisciplinar) e em rede, potenciando estas articulações e devolvendo um sentimento de maior confiança às vítimas de violência doméstica no que respeita aos serviços de atendimento na saúde.

Para mais informações contacte-nos através do telefone do Monte ACE: 266 490 090.

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Projecto MIRABAL – Mulheres Sem Medo e os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM)

Em Setembro de 2000, na “Cimeira do Milénio”, que teve lugar em Nova Iorque, sede da ONU, os Chefes de Estado e de Governo dos países membros assinaram uma declaração – a Declaração do Milénio, que fixou oito objectivos de desenvolvimento específicos, a serem atingidos até 2015. Estes objectivos, foram metas definidas pelos estados membro da ONU, que assim viram a possibilidade de criar uma resposta concertada e comum de luta contra a pobreza e auxílio aos países mais desfavorecidos. São os chamados “Objectivos de Desenvolvimento do Milénio” e consistem em:

1-     Reduzir para metade a pobreza extrema e a fome

2-     Alcançar o ensino primário universal

3-     Promover a igualdade de género e capacitar as mulheres

4-     Reduzir em dois terços a mortalidade infantil

5-     Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna

6-     Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves

7-     Garantir a sustentabilidade ambiental

8-     Criar uma parceria mundial para o desenvolvimento

Os ODM 2-3-4-5-6 parecem ser os mais difíceis de ser concretizados. Não porque falem de mulheres, homens e crianças, jovens, mas porque se referem explicitamente a conteúdos de saúde e aos desafios que se colocam à humanidade e às suas lideranças formais e informais, quando o que está em causa é o exercício de direitos humanos no quadro da vida sexual e reprodutiva das pessoas.

Muitas ONG adoptaram estes objectivos como seus próprios até 2015, realizando acções e desenvolvendo estratégias, dentro das suas áreas de actuação e de acordo com os ODM. O Projecto MIRABAL – Mulheres Sem Medo tem uma actuação ao nível da região de Arraiolos, no entanto, tem uma intervenção em linha de conta com os ODM, priorizando essencialmente o terceiro objectivo – Promover a igualdade de oportunidades e capacitar as mulheres.

Dois terços dos analfabetos no mundo são mulheres e 80% dos refugiados são mulheres e crianças. Em muitos países as mulheres não têm direito à herança do marido, ficando desamparadas quando ele morre, não têm direito de voto nem de se associar nem de escolher o marido. Também em muitos países as mulheres não têm direito a aprender a ler, a ser remuneradas pelo seu trabalho e noutros, quando trabalham ganham em média menos do que os homens.

Promover a igualdade entre os sexos é uma prioridade do Projecto. A igualdade entre os sexos é um Direito Humano e um dos Objectivos do Milénio. Para além disso, entende-se que a educação das meninas e das mulheres tem um efeito multiplicador no desenvolvimento humano, pois são, na sua maioria, as mulheres que se ocupam da educação dos filhos e das filhas. Eliminando as desigualdades, no acesso a bens e serviços e de direitos, entre homens e mulheres, estamos a promover um desenvolvimento humano baseado na equidade das relações sociais.

Sabemos que a nossa intervenção é apenas uma gota de água no oceano, no entanto através de acções de sensibilização procuraremos reforçar junto da sociedade civil que as mudanças exigem a responsabilidade de cada um de nós, recordando uma frase célebre de Moliére: “Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer”.

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Promover a Igualdade de Género e Capacitar as Mulheres

A discriminação de género exerce um papel bastante limitador no que respeita ao acesso das mulheres à educação, formação, saúde e emprego. No contexto mundial, a pressão social conferida aos papéis de género atribuídos às mulheres condiciona as suas tomadas de decisão relativamente às suas próprias vidas, nomeadamente no que respeita a escolhas sobre se e quando querem casar ou procriar, sobre se e até quando querem continuar a estudar. Um cenário cruel que remete para uma violação dos direitos básicos humanos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, devendo estas transgressões ser denunciadas, pois o silenciar significará compactuar.

Neste âmbito, e tendo em conta um contexto de desigualdade de género e incumprimentos, que permanecem ainda formas significativas de exclusão na sociedade contemporânea, importa não ficarmos paralisados perante os obstáculos, como “Velhos do Restelo”. Assim, e tendo em conta os objectivos do Gabinete de Informação e Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, pretende-se priorizar a informação, condição básica para a atribuição de poder, dignidade e estatuto social às mulheres e que, durante muito tempo, lhes foi negada. Embora hoje já não seja tão marcado, continua a existir um grande desconhecimento por parte de muitas mulheres daquilo que são os seus direitos em diversas áreas da sua vida e também pelo público em geral, acerca dos efeitos desta desigualdade de género na sua vida quotidiana. É, pois, preocupação do Gabinete minimizar as diversas formas de violência contra as mulheres, nomeadamente as desigualdades em termos de oportunidades, tendo por isso o objectivo de divulgar acções de sensibilização e recorrendo a vários meios, informações que podem ser utilizadas não só por elas mas também pelo público em geral. Desta forma, pretende-se capacitar em termos pessoais e sociais as mulheres, reforçando ainda a sua importância enquanto Seres Humanos, com direitos e merecedoras do acesso aos direitos mais básicos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, como a Educação e a Saúde. Trata-se de uma intervenção que se constitui como um verdadeiro desafio, mas para a qual se pretendem mobilizar todas as sinergias/recursos existentes na comunidade, levando-a a participar de forma activa na mudança de ideologias, atitudes e comportamentos.

Projecto presente na Feira de São Boaventura

O Monte A.C.E., com sede em Arraiolos, é responsável pela implementação e dinamização do Projecto MIRABAL – Mulheres Sem Medo.

Trata-se de um projecto cujos objectivos são: o combate à Violência Doméstica e a Promoção da Igualdade de Género. Para tal, importa recordar que se encontra em funcionamento o Gabinete de Informação e Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, em funcionamento às segundas-feiras das 16h:00 às 20h:00, na Rua Lima e Brito, Nº. 14, na Antiga Oficina da Criança, em Arraiolos.

OProjecto MIRABAL – Mulheres Sem Medo esteve do dia 9 ao dia 12 de Julho de 2010 na Feira de São Boaventura, no Pavilhão Multiusos, em Arraiolos, numa iniciativa de divulgação do Gabinete, procurando sensibilizar os visitantes da Feira para a necessidade de se quebrar o silêncio e o consequente recurso a um apoio especializado aquando a ocorrência de situações de violência física e psicológica num contexto de relações conjugais ou de namoro.

Algumas pessoas passaram pelo Stand do Monte ACE e do Projecto MIRABAL – Mulheres Sem Medo e recolheram algumas informações e folhetos, sobre este projecto e sobre a Violência no Namoro, deixando mensagens de incentivo e valorização da natureza deste Projecto na comunidade local.

Pretende-se retribuir este caloroso acolhimento, realizando sessões de informação, esclarecimentos e atendimentos psicológicos a mulheres vítimas de Violência Doméstica ou de Violência no namoro. Por outro lado, o projecto pretende realizar acções de sensibilização nestas áreas temáticas com alunos do 3º Ciclo e Ensino Secundário do concelho de Arraiolos; nos Cursos de Educação e Formação de Adultos; junto dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção e dos formandos do Centro das Novas Oportunidades de Arraiolos.

Nos dias 13 e 14 de Julho realizou-se em Borba nas instalações da Associação de Desenvolvimento Montes Claros (A.D.M.C.) uma Acção de Sensibilização para a prevenção e combate à Violência de Género. Nesta acção participaram técnicas do Contrato Local de Desenvolvimento Social “Zona dos Mármores – Desenvolvimento Social”.

Contacte-nos para mais informações, através do telefone do Monte ACE: 266 490 090, através no blog: www.mirabalmsm.wordpress.com ou na morada e horário de funcionamento do Gabinete de Informação e Apoio às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, em Arraiolos.

Este projecto tem enquadramento na Tipologia 7.3 – Apoio Técnico e Financeiro às ONG, Eixo 7 – Igualdade de Género, do Programa Operacional do Potencial Humano.

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Conselho Distrital da Ordem dos Advogados de Évora acolheu seminário

Segunda, 30 Novembro 2009 10:33
Reflectir sobre a violência doméstica, partilhar opiniões, definir caminhos para combater este flagelo que perdura todos os dias do ano e não apenas na semana em que é assinalado foi o objectivo do seminário que decorreu em Évora, na passada quarta-feira, na sede do Conselho Distrital da Ordem dos Advogados. O evento organizado por várias entidades, nomeadamente a Associação Monte, a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, Lar de Santa Helena, Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, Conselho Distrital da Ordem dos Advogados e Câmara Municipal de Évora dirigiu-se de forma privilegiada aos advogados e magistrados, uma vez que são estes os actores fundamentais nesta luta para a eliminação da violência doméstica.De acordo com o anfitrião do seminário, Carlos Almeida, presidente do Conselho Distrital da Ordem dos Advogados de Évora é fundamental discutir este assunto, sobretudo para o advogado que tem que estar, umas vezes, do lado da vítima e outras em defesa do arguido. Em seu entender, a punição deste crime tem tido alguma evolução positiva nos últimos anos, sendo de realçar que a posição que a mulher tem hoje na sociedade, visto que deixou de ser a fada do lar, tem sido conseguida com grande esforço. No entanto, há ainda muito a fazer, opinou o presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto Oliveira que alertou para o facto de ser um problema que está a aumentar no nosso país e também na nossa cidade e no concelho. Neste sentido, a seu ver, devem ser estudadas maneiras de conferir maior dignidade e humanidade às mulheres na nossa sociedade. Esta ideia foi reiterada por Mário de Deus, membro do Conselho de Administração do Monte ACE que considerou ser imprescindível termos uma região mais esclarecida, mais informada sobre o papel da mulher porque assim teremos mais condições de conseguir um maior desenvolvimento da nossa região.

Famílias estão no centro de todos os tipos de Violência

Para Ana Beatriz Cardoso, advogada e jurista no Lar de Santa Helena localizado em Évora é fundamental que o apoio a ser prestado às vítimas não passe apenas pelas casas de acolhimento, afirmando que deve ser alargado às vítimas que não estão nestas instituições, àquelas que fazem queixas e atéàs que nunca fizeram qualquer denúncia. De acordo com a mesma advogada, há algo na sociedade que deve igualmente mudar e que é precisamente no conceito de violência. “É importante começar-se a falar na violência na família porque tem múltiplos componentes, pode ser a violência vista pelos próprios filhos, agressões sobre os idosos, violência no namoro que acontece cada vez mais e ofensas em inter-pares como o bullying e o sexying, realçou, acrescentando que o apoio não deve ser apenas prestado à vítima, mas igualmente ao agressor. Não basta cuidar das vítimas, é preciso alcançar outro tipo de intervenções para prevenir que futuras agressões ocorram e isso só será possível intervindo junto dos agressores, frisou, explicitando que foi por isso que convidaram uma instituição de Pamplona que tem uma larga experiência nessa área. Susana Rosado, assistente social no Lar de Santa Helena, há cinco anos, recordou muitos casos que todos os dias chegam a esta casa abrigo. Estórias de mulheres fragilizadas, devastadas que pedem ajuda para a reconstrução do seu projecto de vida. São marcas que se vai minimizando, mas que ficam para o resto da vida, constatou, lamentando ser um problema que nunca vai acabar. Dos vários casos que tem acompanhado evidenciou o de uma mulher que lutou por sair de uma situação de violência depois de 30 anos de vivência com o agressor, e que teve que sair de Évora porque se descobriu onde estava, precisamente através dos tribunais, denunciou. Este é um bom exemplo de que é preciso salvaguardar estas vítimas, ter atenção ao sigilo, nomeadamente também no foro jurídico, sustentou.Não obstante, e segundo Teresa Féria, desembargadora no Tribunal da Relação de Lisboa e presidente da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, muito se tem feito em termos de produção legislativa sobre a protecção das mulheres que são vítimas de violência doméstica. A mesma responsável relembrou que, neste momento, a alteração legislativa que parece ser a mais importante tem a ver com a possibilidade de detenção do agressor fora de flagrante delito.

Prevenção deve ser feita junto das crianças

João Redondo, psiquiatra no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra defendeu que a linha entre a violência doméstica e o homicídio é muito ténue e difícil de diferenciar. O problema é que muitas vezes os indícios da violência e do homicídio são os mesmos, adiantou, acrescentando que cabe aos técnicos, aos vizinhos das famílias que vivem este problema, detectar mais precocemente os sinais que evidenciam a problemática. Imagine-se uma família: pai, mãe e filhos onde impera a violência. Todos deixam transparecer isso na sociedade. As mulheres aparecem no hospital com dores no peito, na cabeça ou com sintomas de ansiedade. Os filhos apresentam na escola problemas de comportamento, que vão desde a falta de atenção, aprendizagem e rasgos de violência, explicou, advertindo que são esses sinais que devem ser lidos e sinalizados. O médico psiquiatra recordou haver um estudo canadiano que refere que 55 por cento dos casos de homicídio no âmbito conjugal estão associados à possessividade/ciúme amoroso mórbido e o homicídio dá-se quando o agressor percebe que a vítima vai abandonar a relação, perdendo o controlo e o poder. Não és minha, não vais ser de mais ninguémé ainda uma ideia que atravessa o mundo. Como tal, a ideia-chave “é intervir o mais precocemente junto dos menores que vivem num ambiente violento para que o ciclo seja quebrado. Pois, em seu entender, as crianças que vivem neste ambiente têm mais risco em vir a ser adultos agressores ou vítimas numa relação amorosa. Tendo em conta todas estas realidades, está já agendado um novo seminário para o próximo ano, igualmente dedicado à violência na família, mas cujos destinatários vão ser os educadores, os professores e os próprios progenitores.

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Projecto “Mirabal – Mulheres Sem Medo”

O Monte está a desenvolver o Projecto “Mirabal – Mulheres Sem Medo”. O objectivo principal desta iniciativa é o combate à Violência Doméstica e a Promoção da Igualdade de Género. Para tal, pretende desenvolver ao longo de dois anos várias acções de sensibilização e informação para a comunidade, em geral e para públicos estratégicos, em particular. Tem também a funcionar um Gabinete de Atendimento a Mulheres Vitimas de Violência Doméstica, com apoio psicológico.

Os destinatários deste projecto são as mulheres vítimas de violência doméstica, a comunidade em geral e jovens a partir do 3.º ciclo.

O projecto vai decorrer durante 26 meses. Termina em Dezembro de 2010.

O projecto foi divulgado numa mesa redonda no dia 12 de Fevereiro no Diário do Sul. A Rádio Telefonia do Alentejo transmitiu a apresentação pública que contou com a participação de Eduardo Figueira (presidente do Conselho de Administração do Monte – ACE); Jerónimo Loios (Presidente do Município de Arraiolos); Augusta Barbosa (Técnica do Lar de Santa Helena) e Ana Beatriz (Jurista)

Neste link pode ver algumas entrevistas após a sessão de apresentação do projecto “Mirabal- Mulheres Sem Medo”.

Têm vindo a ser feitas diversas sessões de divulgações do projecto junto de entidades da administração local, entidades públicas e instituições privadas sem fins lucrativos no concelho de Arraiolos.

O Agrupamento de Escolas de Arraiolos tem prestado apoio a esta iniciativa em particular o Gabinete de Saúde e Bem-Estar da Escola Cunha Rivara.

Foram desenvolvidas acções de sensibilização em Igualdade de Género para professores e auxiliares de acção educativa da Escola EB 2/3 Cunha Rivara de Arraiolos nos dias 4 e 5 de Março respectivamente.

No dia 11 de Março realizou-se uma acção de sensibilização em Violência Doméstica para técnicos de organizações associadas do Núcleo Distrital de Évora da Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal.

Realizaram-se acções de sensibilização de violência no Namoro para jovens do 8.º B, Curso de Informática do 12.º CEF e da turma 8.º D de Teatro.

8 de Março é o Dia Internacional da Mulher, o projecto associou-se uma série de iniciativas locais que decorreram nas freguesias do concelho de Arraiolos.

O projecto consiste em 8 acções:

1. Gabinete de Atendimento a Mulheres vítimas de violência doméstica, com apoio psicológico, social e jurídico.

Este Gabinete funciona na Praça Brito e Lima, n.º 14 em Arraiolos (Antiga Oficina da Criança).

O horário de funcionamento é: 2.ª feira > 16h às 20h. Fora deste horário, as marcações podem ser efectuadas através do contacto telefónico do Monte – ACE.

2. Concepção e manutenção de um Fórum Online para apoio e informação a vítimas de violência doméstica.

3. Acções de Sensibilização para a Igualdade de Género e Prevenção da Violência

4. Desenvolvimento de Seminários Temáticos sobre a Igualdade de Género de Violência Doméstica

5. Semana da Prevenção “Violência Off” com Seminário Transnacional

6. Reforço de Competências Técnicas no combate à violência doméstica e promoção da Igualdade de Género

7. Acções de apoio e reforço de competências a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica

8. Articular a intervenção e disseminar os resultados em plataformas regionais e supra-regionais

O projecto Mirabal _ Mulheres Sem Medo é apoiado pelo Eixo 7 – Igualdade de Género do Programa Operacional do Potencial Humano.

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